terça-feira, 10 de junho de 2014

Primeiros Haicais Proibidos para Jesus Cristo

Postado por Glaucia Mizuki às 23:21 0 comentários






a cruz plantada...
sangue carmesim, lava 
os mortos do jardim.





Lança a palavra!
Ouviu? A terra é boa 
ou o sol queimou...





a cova aberta 
 - cegos guiando cegos - 
ambos cairão. 













segunda-feira, 9 de junho de 2014

Poema : Arte de fotografar

Postado por Glaucia Mizuki às 20:56 0 comentários

o olhar
na mão recolhida 
recamando a paisagem

 - a nuvem colorida  - 

na impressão da retina 
vanescendo a vida e
o olhar



quinta-feira, 5 de junho de 2014

Poema: Arrepio da Alma

Postado por Glaucia Mizuki às 16:42 2 comentários

No cume extremo 
indicado,
a dor
dobrando a esquina

fio dourado
carne alva.

Duas montanhas mal se encontram
e se aquecem.

Silêncio humano 
e surdez 
nos pelos que crescem:
é arrepio da alma.



terça-feira, 20 de maio de 2014

Uma flor

Postado por Glaucia Mizuki às 11:23 0 comentários


No ventre da flor
uma semente 
cresce
muda
cresce

floresce
e fotografa flores


Fotógrafo: Samuel Mizuki, 3 anos


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Poema: Fotografando com o Paintbrush

Postado por Glaucia Mizuki às 15:15 0 comentários
Momento fotografado com o paintbrush - Sam com binóculos

Tenho um jeito meu de olhar a vida, que me faz ver curvas que ninguém mais vê.

E as cores que eu imagino tem pigmentos e partes que não se tocam e se amam.

Pontos que na distância se complementam .

Nem platônico, nem carnal, nem romântico ou fraternal... só um sentimento.

Como o azul beijando o amarelo
e recebendo de volta um abraço...
e aos poucos desaparecem
em partes de verde
como crias e criação de si mesmos.

Como o amor que sinto por ti.
Sem preocupação estética mas
estática e totalmente imóvel diante do teu sorriso.

Te amo ,

apenas por me fazer ser a pessoa que eu nunca imaginei que poderia ser.





quinta-feira, 30 de maio de 2013

Poema: Mal me quer

Postado por Glaucia Mizuki às 01:16 2 comentários

O poema é uma flor
que mal me quer.

Não escrevo?
 Nem me atrevo!
Sem rima, sem métrica 
e
 sen
ti
...mento.


Poema: O MEDO DEVORA

Postado por Glaucia Mizuki às 00:46 0 comentários
O medo devora a retina.

A solidão?
Ah, esta menina...
de saia rodada
e mãos compridas.
Segura o ar
o sono
a vida.
E o tempo?
Passa, periférico...

no canto direito
e inferior
da tela do computador. 


Espie aqui:

 

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